Dia 8: Egipto - Cairo

Ainda não tínhamos chegado ao Cairo, eu já estava acordado. Estava acordado desde as 5h da matina. A noite não tinha sido das melhores. Dormi sentado, e a casa de banho da carruagem estava avariada e inundada de porcaria. O mau cheiro que circulava era terrível. Mas nem tudo foi mau, antes de chegar ao Cairo consegui ver ao longe a pirâmide escalonada de Saqqara e as pirâmides de Dashur e Meidum.


Pirâmide de Meidum

Estava de volta ao Cairo, e neste dia iria visitar a parte velha da cidade, o bairro religioso, as mesquitas históricas e o grande mercado de Khan el-Khalili.

A nossa primeira visita foi à Igreja de Santa Maria, conhecida por igreja suspensa. Esta fora construída por cima de um antigo forte romano (na foto acima), como símbolo de superioridade da igreja cristã ao grande e antigo império pagão.

Igreja de Santa Maria (igreja suspensa)



Dentro da igreja consegue-se ver o forte romano por debaixo do chão, através de janelas.


Esta igreja é um dos sítios mais importantes do cristianismo no Cairo.


Ao fundo, a Igreja de São Jorge.

A fuga de Maria, José e o menino Jesus para o Egipto.

Igreja de São Jorge.
Aqui São Jorge esteve preso pelos romanos, e aqui foi torturado. Mais tarde fizeram da sua prisão, uma igreja em sua homenagem.



Ruas da zona velha do Cairo.

No bairro religioso, ainda visitei a igreja onde supostamente Maria, José e Jesus se refugiaram quando estiveram no Egipto. E visitei ali perto a sinagoga que assinala o local onde a mãe de Moisés largou-o nas águas do Nilo, quando este era bebé. Mais tarde tendo sido encontrado pela esposa do faraó e adoptado. De seguida, visitei a primeira mesquita construída no Egipto.

Mesquita de Amr Ibn Aas, a mais antiga do Egipto e de toda a África, construída no ano de 641.

A calma e a paz que aqui se sente é fenomenal.
Estive o tempo todo praticamente sozinho.



De seguida, fomos à cidadela, onde se encontra outra grande e bonita mesquita história, a Mesquita de Mohamed Ali. Além disso, a vista sobre a cidade do Cairo é fantástica.

Cidadela do Cairo, foi fundada em 1176 pelo famoso líder muçulmano Saladino que liderou a oposição islâmica contra os europeus durante as primeiras cruzadas.

Mesquita de Mohamed Ali

Construída em 1830 com um estilo arquitectural turco.

Quando os egípcios ofereceram o obelisco do Templo de Luxor aos franceses, estes em agradecimento ofereceram o relógio que se encontra na Mesquita de Mohamed Ali. O problema é que o tal relógio nunca funcionou deste o dia da sua oferta.




Vista sobre a cidade...

As grandes pirâmides de Gizé ao fundo.

Cairo, a cidade dos mil minaretes.

Após a visita à cidadela, já era altura de percorrer o grande mercado do Cairo. O mercado de Khan el-Khalili.

O ambiente fazia me lembrar as cenas do filme Salteadores da Arca Perdida, onde o Indiana Jones era perseguido, num mercado semelhante, pelos capangas dos alemães.


A variedade de bugigangas, especiarias, vestuário, frutas, vegetais... etc etc, era enorme. O mercado era um verdadeiro labirinto.

E gatos, haviam muitos... :)


No final da minha demanda pelo mercado, e por recomendação de Hisham, eu tomei um dos melhores sumos naturais de manga que jamais havia experimentado. Caíu bem, principalmente num dia de calor terrível.

À noite, resolvi jantar num navio cruzeiro que iria dar uma volta de duas horas pelo Nilo. A bordo havia um buffet com pratos tradicionais e espectáculos ao vivo de dança do ventre.




Pelo Nilo haviam barcos festa iluminados, onde os turistas e locais dançavam ao som de músicas típicas e ocidentais.



Assim terminou o meu último dia no Cairo, e no continente africano. No dia seguinte iria fazer uma viagem de 7 horas até à península do Sinai, que já fica no continente asiático. O Sinai seria o meu ultimo destino no Egipto antes de seguir viagem pela Jordânia.

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