Ansiava desde miúdo conhecer a terra dos faraós, descobrir os seus tesouros perdidos e respirar a sua história e cultura. Por influências de um dos meus heróis de infância, Indiana Jones :) , ou não, o mundo antigo sempre me fascinou e até estive tentado a seguir a carreira de arqueólogo quando andava no secundário.
Havia chegado o momento, Setembro de 2009, parti sozinho numa viagem de 18 dias através do território egípcio e jordano.
Havia chegado o momento, Setembro de 2009, parti sozinho numa viagem de 18 dias através do território egípcio e jordano.

O primeiro dia de viagem foi um dia duro. Não é que não goste de andar de avião, mas secar nos aeroportos não é comigo. Tive que acordar cedo e apanhar o avião do Funchal para Lisboa. Depois em Lisboa, tive que esperar 3 horas para apanhar um avião para Madrid, e de lá, mais 3 horas à espera do voo para o Cairo.
Cheguei finalmente ao Cairo pelas 21h30 de lá, a primeira coisa que notei foi o ar quente e seco da noite. Tinha acabado de deixar a minha terra onde chovia torrencialmente e onde já se notava o frio de Outuno a chegar.
Havia chegado a um país completamente estranho, o terminal era diferente de qualquer aeroporto onde já estive. Era tudo diferente, como nos filmes de aventura, viam-se pessoas, chegadas de um voo doméstico, homens de vestes azuis e túnicas brancas, e mulheres avantajadas usando o seu "Hijab" (véu islâmico) com sacos na cabeça equilibrados com grande destreza.
Estive ainda perto de uma hora à espera que me carimbassem o passaporte e vissem que estava tudo OK. Entretanto, lá apareceu um homenzinho franzino com um cartaz em que o meu nome estava erradamente soletrado (o problema de registar coisas com o til de João...), reconhecendo apenas o "Pestana". :)
Na mesma carrinha ia outro viajante como eu, um iraniano que estava a viajar à 8 meses e que residia actualmente na Austrália. Ele tinha acabado de vir de Portugal e Espanha. Ele era engenheiro informático tal como eu e por breves momentos trocámos experiências e "estórias" de viagens. Foi uma conversa interessante que me fez pensar como poderei viver assim como ele, sair por aí fora durante uns meses a fio e conhecer o mundo.
A caminho do hotel vi pela primeira vez a noite do Cairo, os minaretes centenários das mesquitas iluminadas para o Ramadão como se fosse Natal, o trânsito sem qualquer regra senão a do "mete-te e buzina" e os condutores de mota sem capacete.
A viagem até ao hotel "Pharaos", ainda levou uma meia hora. Iria ver as Pirâmides de manhã, visitar o museu do Cairo depois do almoço e ao final da tarde apanharia o comboio para Assuão, numa viagem de 13 horas ao longo da noite.