O acordar num novo país... não foi estranho, pois Aqaba era muito semelhante a qualquer cidade costeira no sul de Portugal. A cidade em si fica lado a lado com a cidade israelita de Eilat.
Não iria ficar naquela cidade por muito tempo, à tarde tínhamos um transporte para o deserto de Wadi Rum, a poucos quilómetros a norte de Aqaba.
Não iria ficar naquela cidade por muito tempo, à tarde tínhamos um transporte para o deserto de Wadi Rum, a poucos quilómetros a norte de Aqaba.
Com Israel ali mesmo ao lado, esta bandeirola,nada pequena e visível de quase toda a parte de Aqaba, marca a soberania jordana.
Um dos sítios que tive oportunidade de visitar no curto espaço de tempo que estive em Aqaba, foi o Castelo de Aqaba, ou Forte dos Mamelucos.
O Forte Mameluco, um dos principais pontos históricos de Aqaba e originariamente um Castelo dos Cruzados, foi reconstruído pelos mamelucos no século XVI.
Hoje em dia, um entrelaçado de corredores, muros, quartos e portas que vão dar a nenhum lado. É fácil perder-se neste labirinto centenário.

Ao final da manhã seguimos rumo ao norte. O nosso destino era o deserto de Wadi Rum, e iríamos fazer um percurso de todo-o-terreno, visitar os cantos de um locais mais fantásticos do nosso planeta. Passaríamos a noite ao relento sob as estrelas num acampamento beduíno.
Wadi RumEste é um local fenomenal, intemporal
e praticamente intocado pelo homem e pelas suas forças destrutivas.
Aqui, foram as condições meteorológicas e o vento que esculpiram estes arranha-céus imponentes, descritos com elegância por T.E. Lawrence como “vastos, ecoantes e como deuses”.
Por aqui passou o famoso oficial britânico, T.E. Lawrence, mais conhecido por Lawrence da Arábia. Aqui estabeleceu base durante a revolta árabe durante os anos de 1917-18.
Formação rochosa conhecida como"Os sete pilares da sabedoria" (The Seven Pillars of Wisdom).
O nome foi dado à formação rochosa nos anos 80 por influências do livro de Lawrence com o mesmo nome.
O centro de visitas faz lembrar um cenário de um filme de cowboyadas lá de Hollywood... dá-nos a sensação de que a qualquer momento ouviríamos "Action!"
O jipe tinha uma suspensão fantástica, que fazia lembrar o canguru do parque de diversões.O nosso primeiro destino no deserto foi a Nascente de Lawrence (Lawrence's Spring).
No local encontram-se inscrições com centenas de anos, desenhadas pelos antigos povos mercantes que atravessavam o deserto.
Antes de prosseguirmos, parámos num acampamento beduíno onde conhecemos o sheik que nos iria dar guarida num dos seus acampamentos. Fomos oferecidos de um chá de boas vindas e depois o sheik acompanhou-nos o resto da viagem pelo deserto. Ele era responsável por 6 acampamentos ali naquele deserto.
Os camelos, antigos transportes dos beduínos, usados noutros tempos para atravessar o deserto até terras longínquas. Hoje em dia servem sobretudo para transportar turistas, fornecer leite e carne. Com a criação das fronteiras, tornou-se difícil o deslocamento do povo beduíno pelo grande deserto da arábia.
Certa altura do dia o deserto e as suas majestosas e íngremes rochas são amareladas, ao pôr-do-sol tornam-se encarnadas.



Os nossos motoristas beduínos prepararam a refeição à base de pão pita, verduras, pasta de grão-de-bico e frutas.
A nossa terceira paragem foi para irmos a um desfiladeiro onde se podiam ver gravuras pré-islâmicas. Nesse desfiladeiro, haviam "pardais" que se camuflavam da mesma cor das rochas rosa.
Gravuras pré-islâmicas.Vestígios dos povos nómadas que por ali passavam e procuravam refugio à sombra dos grandes penhascos.
O acampamento encontrava-se entre um penhasco em V, bem protegido do vento.Só que enquanto lá estive, o tempo estava bom.
O sheik também por ali ficou connosco. Nesta foto, Carolyn, a minha companheira de viagem australiana, estava a ensinar o sheik a usar a máquina fotográfica. Como o nosso grupo só tinha 2 homens e 7 mulheres, fiz questão de brincar com o sheik e elogiar as suas sete esposas. Ele disse logo "too many wives... too much trouble!" (em português, "demasiadas mulheres... demasiados problemas!").
Antes que caísse o pôr-do-sol, subimos a um monte ali perto. Lá em cima, pequenos monumentos erigidos pelos viajantes que por ali passaram.Quem diz viajantes, diz turistas... como é óbvio.
Penso que isto foi obra de alguém... senão é uma daquelas coincidências da natureza que nos surpreende. É que a rocha parecia mesmo uma caveira com olhos nas órbitas e tudo. :)Giro, não é? :)
As fotos que tirei não fazem justiça, senti-me realmente pequeno perante tamanho espectáculo. Todo o deserto mudou de cor.
Assim terminava um dos mais bonitos pôr-do-sois que já assisti em toda a minha vida.Arrisco aqui fazer sobressaltar a minha veiazinha mais "geek". Fez-me lembrar a cena do filme da Guerra das Estrelas, do pôr-do-sol no planeta deserto de Tatooine.
O nosso jantar a ser preparado. Frango assado de uma forma especial. Era feito um buraco na areia, e lá dentro ardiam as brasas. Era colocada a dupla grelha com o frango, posta uma tampa de metal e literalmente enterravam com areia por cima. Um dos melhores churrascos à face da Terra... yum yum...Os restos do jantar foram deixados fora do acampamento, iam servir de refeição às raposas do deserto. A noite rapidamente chegou e ficou completamente escuro. Milhares de milhões de estrelas enchiam o firmamento. Dormimos ao relento com mantas de lã bem quentes, pois à noite o deserto é frio.
Durante a noite acordei e as estrelas praticamente feriam-me os olhos como o sol. O silêncio era absoluto que fazia impressão aos meus ouvidos, mas rapidamente este silêncio foi quebrado pelo som das raposas a roerem os ossos do nosso jantar. Um dia completamente surreal e inesquecível.
No dia seguinte iríamos rumo a norte para a lendária cidade de Petra, hoje em dia eleita como uma das novas 7 maravilhas modernas.
Durante a noite acordei e as estrelas praticamente feriam-me os olhos como o sol. O silêncio era absoluto que fazia impressão aos meus ouvidos, mas rapidamente este silêncio foi quebrado pelo som das raposas a roerem os ossos do nosso jantar. Um dia completamente surreal e inesquecível.
No dia seguinte iríamos rumo a norte para a lendária cidade de Petra, hoje em dia eleita como uma das novas 7 maravilhas modernas.





























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