Dia 5: Egipto - Rio Nilo

De manhã cedo partimos numa felucca rumo ao Norte, iríamos passar a noite na margem do Nilo e dormir ao relento, debaixo das estrelas. Neste dia não fiz praticamente nada, a não ser ler um bom livro e estar deitado relaxadamente numas almofadas.


Deixando a cidade de Assuão. Íamos a bordo ao cuidado de dois capitães núbios.
Cada um guiava o barco à vez, e ajudavam-se um ao outro. E além disso, foram os nossos cozinheiros a bordo.

Boa vida...

Monte onde se encontram os túmulos dos nobres, do outro lado do rio.

Percorremos o Nilo em ziguezagues, apanhando o vento para nos movermos.
Apesar de estarmos a ir para Norte, estávamos a descer o Nilo. Este nasce a Sul no Lago Vitória (na fronteira da Tanzânia, Uganda e Quénia) e desagua a Norte no Mediterrâneo.


Finalmente, um barco com a bandeira de Portugal... :)



Após quase meio dia de viagem, atracámos nas margens do Nilo para almoçarmos e tomarmos um chá. Em movimento não dava para o fazer, já que a embarcação inclinava muito ao fazer os ziguezagues. Um dos nossos capitães havia nos preparado um almoço à base de vegetais.

Chá de hibiscus, uma planta cujo nome tem origem do nome da antiga deusa egípcia Ísis.


Enquanto estávamos na margem a almoçar, apareceram algumas crianças locais que vieram brincar à beira do rio. De certa forma invejo o seu modo de vida, num sítio tão calmo e agradável.

Após o almoço, continuámos rumo ao Norte, em direcção a Luxor.





O segundo capitão, além de cozinhar, ajudava nas manobras de mover a vela. Quando passamos esta ponte, foi com muita destreza que os dois recolheram o mastro numa posição horizontal.

Enquanto o sol se punha, procurámos um local para atracar. Íamos passar a noite na margem do Nilo. Esta experiência recomendo vivamente ao meu melhor amigo. É mágico.




O primeiro local não era lá muito bom, havia muitas algas e mosquitos. Voltamos a subir mais um pouco até encontrar o local perfeito.


Não tardou, tivemos a companhia de outras embarcações. Eles iriam também passar ali a noite.

Acabámos o dia com um jantar de vegetais e frutas à luz das velas. Logo a seguir fizemos todos uma festa à moda antiga. Os capitães da felucca tocaram pandeireta e cantaram músicas tradicionais, enquanto nós batíamos palmas, riamos e tentávamos acompanhar. Um dos melhores momentos que já passei em viagem, em toda a minha vida. Nesse dia fomos todos dormir às 20h. Não havia luz alguma, somente o céu estrelado. No dia seguinte acordámos com os primeiros raios de sol às 5h da manhã.

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