Acordar cedo com os raios de sol a surgirem por detrás dos montes ao longo do Nilo é sem dúvida fantástico. Ainda mais sendo umas 5h40 da manhã. Ao levantar-me, tive a oportunidade de desembarcar e dar um pequeno passeio pela margem. Depois, iríamos atravessar para a outra margem do rio onde estaria uma carrinha para nos levar numa viagem de 1 hora e meia até Luxor.




A travessia até ao outro lado da margem foi feita a remos. Não se justificava o içar das velas. Na foto, estava eu e o meu líder de grupo, o Hisham, a remar enquanto os capitães lavavam a louça do pequeno-almoço.
Finalmente chegámos a Luxor, cidade que cresceu a partir das ruínas de Tebas, a antiga capital egipcia do Império Novo. Aqui encontra-se as ruínas de um dos maiores complexos religiosos de todos os tempos, o templo de Karnak. Também há o templo de Luxor que se encontra bem no centro da cidade, ladeado por duas avenidas. Neste último, actualmente existe uma mesquita incorporada ainda em serviço.
Templo de Karnak, principalmente dedicado ao deus Amon-Rá, o rei dos deuses. Antigamente, este era ligado por uma avenida ao templo de Luxor, melhor dizendo, o templo de Mut, da deusa esposa de Amon.










Ainda encontram-se vestígios de tinta.Incrivel como após 3.ooo anos, mais qualquer coisa, ainda poderem-se se ver que cores pintavam o templo. Todos os textos que cobriam o templo eram coloridos.

Após uma tarde passada a vaguear pelo complexo das ruínas de Karnak, fomos dar uma volta pelo mercado de Luxor e descansar. Naquele dia já tínhamos o cansaço a acumulado.Antes de voltar ao hotel, fui à Western Union levantar o dinheiro que o meu tio me tinha enviado. Finalmente poderia movimentar-me mais descansado. Já tinha pouco menos de 40 libras egípcias no bolso.
À noite resolvi ir dar uma volta até ao centro de Luxor, que não ficava a mais de 15 minutos a pé. Senti-me bastante seguro, apesar de estar a andar sozinho pelas ruas de Luxor à noite.
Aproveitei, e fui visitar o templo de Luxor.
O templo fica no centro da cidade, como se fosse uma qualquer catedral europeia, ou um edificio do governo. Muito longe do romântico cenário de um templo egípcio em ruínas no meio do deserto, completamente isolado. Este até está em muito bom estado.
Na entrada do templo, o grande obelisco agora encontra-se sozinho. Mas antes do século dezanove fazia parte de um par. O obelisco irmão encontra-se hoje em dia na Place de la Concorde em Paris. Foi oferecido à França pelo Egipto, em reconhecimento ao papel do francês Champollion, primeiro tradutor dos hieróglifos.




Terminado o sexto dia de viagem, fui para o hotel descansar. No dia seguinte iria ao outro lado do rio, ao lado dos mortos. Ia ao Vale dos Reis onde se encontram os túmulos dos faraós mais famosos, incluindo o de Tutankhamon.












Sem comentários:
Enviar um comentário