Dia 10: Egipto - Monte Sinai e Nuweiba (Mar Vermelho)

O dia de hoje seria o último dia cansativo antes de partirmos para a Jordânia. Logo de manhã tomamos o pequeno almoço no Daniela Village e fomos visitar o mosteiro de Santa Catarina.

Foi num camelo destes que subi o monte Sinai na véspera.

O mosteiro fica logo no começo da subida do monte.
O único local com vegetação naquela zona.

Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina, local onde se pensa que existiria a sarça ardente que comunicou com Moisés. Chama-se Santa Catarina, em honra à mártir cristã com aquele nome e foi construído no sopé do Monte Sinai por ordem do imperador Justiniano I, entre os anos 527 e 565 d.C.

Dentro do mosteiro existe uma pequena mesquita do século X ou XI e uma capela, chamada Capela de São Trifónio, onde se encontra a “Casa dos Crânios”.

Conta-se que o profeta Maomé teria visitado a região e, tendo sido bem tratado pelos monges ortodoxos, prometeu-lhes a sua protecção, o que se tornou uma orientação para todos os muçulmanos daí para a frente.

"Casa das Caveiras"
Ossadas dos monges ortodoxos que serviram no mosteiro ao longo dos tempos.

Capela de São Trifónio

Actualmente, ainda existem monges ortodoxos a servirem no mosteiro. É possível ficar lá alojado, por uma modica quantia de libras egípcias.

Local onde se pensa que existiria a Sarça Ardente, através da qual Deus comunicou com Moisés. Hoje em dia turistas levam consigo folhas da sarça consigo. Por ironia, existe um extintor mesmo ao lado desta.

Torre cristã e torre muçulmana, lado a lado.


Depois de visitarmos o mosteiro, fomos a um sítio ali perto onde se pensa que o povo judeu, em fuga do Egipto, tenha produzido um bezerro de ouro para ser venerado. Moisés ao descer do monte com as primeiras Tábuas da Lei, destruiu-as em fúria porque o seu povo não era digno de Deus. A terra se abriu engolindo o bezerro de ouro e umas quantas pessoas.

Uma formação rochosa semelhante a um bezerro marca o local onde se pensa que o povo judeu fabricou a estátua de ouro e a venerou.

Deixámos Santa Catarina, e agora íamos a caminho da costa do Mar Vermelho. O nosso destino era Nuweiba, perto da fronteira com a Arábia Saudita, Israel e Jordânia.

Deserto, deserto... e mais deserto...

Finalmente chegámos à costa. Ao longe, do outro lado do mar, víamos uma faixa negra de terra. Era a Arábia Saudita.

Ao chegarmos ao nosso destino, Sawa Camp em Nuweiba, fomos recebidos com um refrescante sumo natural de várias frutas. Aquilo era mesmo o paraíso na Terra.

Tive direito à minha própria cabana de praia.

Iria estar por ali dois dias para relaxar antes de partir para a Jordânia.


Vista da minha cabana.

Cabana Sirena

A minha humilde caminha, com rede pra não entrar mosquitos, lagartos e outro bichedo... heheh :)

Dois dias inteiros de praia, sol, mar, kebaks e koftas...

Águas do Mar Vermelho... nada vermelho. E quentes! :)


Os meus dias começavam na praia, e acabavam na praia ao anoitecer.
Só eu, um bom livro e o som do meu iPod.
Ok... e a companhia dos caranguejos que faziam tocas perto dos meus pés!

Ao anoitecer, reuniamo-nos no acolhedor (nas horas de calor!) restaurante do Sawa Camp, onde jogávamos às cartas até que a noite caísse. Então depois jantávamos todos juntos.

Simpático cão de uma amiga israelita do dono do Sawa Camp.

Nós jantávamos à luz das velas numa grande mesa na praia.

Kebab de frango... yum, yum...
Com uma vela no prato improvisada dentro de um pimento.

Sem dúvida... o dia tinha sido o mais duro de toda a viagem... Não!!! :)
No dia seguinte teria mais do mesmo, e seria o meu penúltimo dia no Egipto. Muito aborrecido...

Sem comentários:

Enviar um comentário