O dia de hoje seria o último dia cansativo antes de partirmos para a Jordânia. Logo de manhã tomamos o pequeno almoço no Daniela Village e fomos visitar o mosteiro de Santa Catarina.
Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina, local onde se pensa que existiria a sarça ardente que comunicou com Moisés. Chama-se Santa Catarina, em honra à mártir cristã com aquele nome e foi construído no sopé do Monte Sinai por ordem do imperador Justiniano I, entre os anos 527 e 565 d.C.
Dentro do mosteiro existe uma pequena mesquita do século X ou XI e uma capela, chamada Capela de São Trifónio, onde se encontra a “Casa dos Crânios”.
Conta-se que o profeta Maomé teria visitado a região e, tendo sido bem tratado pelos monges ortodoxos, prometeu-lhes a sua protecção, o que se tornou uma orientação para todos os muçulmanos daí para a frente.
Actualmente, ainda existem monges ortodoxos a servirem no mosteiro. É possível ficar lá alojado, por uma modica quantia de libras egípcias.
Local onde se pensa que existiria a Sarça Ardente, através da qual Deus comunicou com Moisés. Hoje em dia turistas levam consigo folhas da sarça consigo. Por ironia, existe um extintor mesmo ao lado desta.
Depois de visitarmos o mosteiro, fomos a um sítio ali perto onde se pensa que o povo judeu, em fuga do Egipto, tenha produzido um bezerro de ouro para ser venerado. Moisés ao descer do monte com as primeiras Tábuas da Lei, destruiu-as em fúria porque o seu povo não era digno de Deus. A terra se abriu engolindo o bezerro de ouro e umas quantas pessoas.
Uma formação rochosa semelhante a um bezerro marca o local onde se pensa que o povo judeu fabricou a estátua de ouro e a venerou.
Deixámos Santa Catarina, e agora íamos a caminho da costa do Mar Vermelho. O nosso destino era Nuweiba, perto da fronteira com a Arábia Saudita, Israel e Jordânia.
Finalmente chegámos à costa. Ao longe, do outro lado do mar, víamos uma faixa negra de terra. Era a Arábia Saudita.
Ao chegarmos ao nosso destino, Sawa Camp em Nuweiba, fomos recebidos com um refrescante sumo natural de várias frutas. Aquilo era mesmo o paraíso na Terra.

Os meus dias começavam na praia, e acabavam na praia ao anoitecer.Só eu, um bom livro e o som do meu iPod.
Ok... e a companhia dos caranguejos que faziam tocas perto dos meus pés!
Ao anoitecer, reuniamo-nos no acolhedor (nas horas de calor!) restaurante do Sawa Camp, onde jogávamos às cartas até que a noite caísse. Então depois jantávamos todos juntos.















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