Dia 4: Egipto - Assuão e Abu Simbel

Ah... o amanhecer no deserto... Quando saímos às 5h da manhã de Assuão era de noite, por isso tive a oportunidade de ver o nascer do sol a meio caminho de Abu Simbel.

O nosso transporte ia acompanhado pelos militares, juntamente com outras carrinhas, autocarros e carros privados. Só poderíamos estar 2 horas lá em Abu Simbel, porque tínhamos de regressar novamente escoltados.

Após quatro horas de viagem, eis que chegámos às antigas fronteiras do reino de Ramsés II. A minha primeira visão do templo foi fantástica.

Ao dar a curva, deparei-me com duas imponentes caras das estátuas de Ramsés II.

O templo tinha o propósito de avisar os Núbios que os faraós eram deuses na Terra e poderosos e que ali era território egípcio.









Ao fundo do templo, existe uma sala onde estão quatro estátuas sentadas, a de Ramsés II acompanhado por três deuses, Ra-Harakhte, Ptah e Amon-Rá. O templo foi construído de forma a que os raios de sol ao amanhecer iluminasse as pequenas estátuas duas vezes por ano, 21 de Fevereiro (data de nascimento de Ramsés II) e 22 de Outubro (data da sua coroação).



O templo de Abu Simbel foi um dos monumentos antigos que recolocaram por causa da grande barragem de Assuão. Peça por peça, descolaram o templo para uma maior altitude, senão hoje em dia estaria debaixo do grande lago Nasser, formado devido à barragem construída nos anos 60.

Os dois templos.
À esquerda, o templo de Ramsés II, e à direita o templo de Nerfertari, a sua esposa.

Templo da raínha Nefertari, cujo nome significa "a mais bela".


A polícia não deixava tirar fotos dentro dos templos.
Grrr... :)

Nefertari


Após duas horas em Abu Simbel, lá tivemos que regressar escoltados a Assuão.


Por todas as estradas intercidades do Egipto existem checkpoints, onde marcam o número de pessoas por veículo, e outros dados relevantes. O meu líder de grupo disse que era por prevenção, caso acontecesse algo a meio do deserto.


A grande barragem de Assuão.

Ao chegarmos, descansámos um pedaço e fomos jantar todos juntos. Depois fomos numa carrinha até ás margens do Nilo, fora de Assuão. Embarcámos os 10 num bote e navegamos pelo escuro Nilo.

O céu estava completamente estrelado, e sentia-se uma fresca brisa. Á nossa volta estava tudo escuro, até que de repente como por magia o templo de Ísis na ilha de Philae ilumina-se!

Íamos ver o espectáculo de Luz e Som no templo de Ísis, considerado um dos melhores do género em todo o Egipto.

Ouviamos as vozes dos antigos deuses egípcios, que num enredo à novela da TVI, iam discutindo uns com os outros. Ao mesmo templo partes do templo iluminavam-se com luzes colorida.



Pequeno templo de Hathor, a deusa do amor. Construído no período em que os romanos dominaram o Egipto.

Templo de Ísis, ilha de Philae.

Assim acabava o 4º dia de viagem, e o último em Assuão, cidade que jamais irei esquecer. No dia seguinte iríamos embarcar numa felucca, uma embarcação à vela tradicional, e navegar rumo ao Norte o dia todo.

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